Em março de 2025, o Departamento de Defesa dos EUA reuniu mais de 100 participantes de mais de duas dúzias de agências federais para um exercício de mesa destinado a melhorar as defesas contra pequenas incursões de drones em instalações militares domésticas.
Organizada pelo Gabinete Conjunto de Combate aos Pequenos Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (JCO) e apoiado pela RAND, O evento marcou o sexto de uma série de exercícios de planeamento de contra-UAS e centrou-se especificamente em operações no território continental dos Estados Unidos.
A crescente ameaça dos pequenos drones para as bases militares, reconhecida formalmente pela primeira vez pelos líderes da defesa em 2016 durante as operações contra o ISIS, motivou uma década de investigação, desenvolvimento tecnológico e análise política.
Embora os esforços anteriores se tenham centrado principalmente em destacamentos no estrangeiro, este exercício explorou os desafios da coordenação de operações contra-UAS em casa, onde o espaço aéreo é partilhado com civis e a navegação por questões legislativas torna as coisas mais complexas.
Dois locais militares, Fort Bliss no Texas e Joint Base Pearl Harbor-Hickam no Havai, serviram de base para os cenários. Foi pedido aos participantes que respondessem a incursões simuladas envolvendo vários drones com diferentes trajectórias de voo, altitudes e níveis de ameaça.
Os cenários foram concebidos para testar a coordenação entre as autoridades federais, estatais e locais e para avaliar a forma como o Comando Norte dos EUA (USNORTHCOM) poderia sincronizar as operações para defender os activos militares em solo americano.
O exercício produziu três conclusões principais:
1. Accionadores operacionais para o envolvimento do USNORTHCOM
Os participantes identificaram condições específicas em que o USNORTHCOM deve liderar as respostas de combate aos drones no território nacional. Estas condições incluem enxames de drones que sobrecarregam as defesas das bases, incursões simultâneas em múltiplas instalações de elevada prioridade e incidentes que minam a confiança do público na segurança militar.
O exercício também validou o uso de kits “fly-away” - pacotes modulares contra UAS que podem ser enviados para bases ameaçadas.
2. Integração das autoridades civis
Sublinhando que as equipas locais são frequentemente as primeiras a detetar ou a responder à atividade dos drones, o exercício realçou a necessidade de um quadro que incorpore parceiros estatais, locais, tribais e territoriais.
Uma solução potencial discutida foi a utilização das Equipas de Apoio Civil da Guarda Nacional, que podem responder em 90 minutos e já operam em todos os EUA com disponibilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana.
3. Escalonamento e coordenação da FAA
Os cenários ajudaram a esclarecer quando é que tecnologias como Bloqueio do GPS ou spoofing podem ser utilizados a nível nacional. Embora a opinião pública apoie, de um modo geral, as operações de combate aos drones nas bases militares, os participantes observaram que a FAA continua a ser cautelosa na autorização de tais medidas, exceto em casos extremos.
Uma estratégia de defesa em camadas, que vai desde o empastelamento não letal até à interceção cinética, foi aprovada como uma abordagem escalável.
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Crédito da imagem da publicação: Exército dos EUA